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  • BANAL REALIDADE

    A realidade que desejarias ou não, mas que dita a tua vida, é também o confronto que te molda… na luta diária e em reencontros.

    Em paços meigos e suaves sobre a nuvem que te envolve, passam também os dias de cinzentos a azuis e outras cores, numa evolução que nem tu compreendes.

    Neste cenário, sem uma realidade mais marcante e razoável, ajusta-se o calendário às necessidades… que luxo, meu Deus!

    O tempo joga a teu favor, o que é raro.

    O iluminar do néon estranho que abafa o colorido dos dias e outras vidas, sem perceber até onde… ficar por aí, por aqui… pode ser a melhor solução; ou, no mínimo, a mais sensata.

    No entanto as mensagens que ficaram, algumas ainda vão chegando, de outras lutas marcam ainda como sombras persistentes, os dias da desatenção… sim porque o desfoco é também uma falta de atenção, de cuidado talvez… é passar ao lado quer se queira quer não… desinteresse… banal realidade?

  • A CULPA

    O significado de culpa, associado ao pecado, de algo previamente considerado como errado e maldoso, é uma criação bíblica e machista que quando não descoberta deve ser confessada. 

    Quem é culpado, se for apanhado é condenado e paga por isso, na bíblia não escapa ninguém…, mas o livro sagrado vai mais longe e carrega-nos de sentimentos de culpa, porque mesmo quem não for condenado publicamente, tem que viver com a má consciência de algo errado nos atos que praticou, fez ou disse.

    Se a tal consciência for mais forte a confissão é obrigatória e aí não escapa nada, de joelhos, uma posição submissa diz-se tudo o que se fez e não se fez, alimentam-se fantasias de quem ouve, porque é melhor falar demais do que omitir algo da lista preparada em retiro de reflexão.

    Sentir-se culpado de algo é doloroso e pesado, carregar uma sensação de errado e falhanço, torna o dia-a-dia mais difícil e apertado; e isto tudo só porque alguém nos disse um dia que a diferença entre a culpa e o perdão quase não existe. A nossa culpa é assumida no momento, mas o perdão vem de um Deus num dia qualquer…, há algo de errado neste cenário.

    Uma existência, um viver responsável é assumir a nossa fraqueza, os nossos erros em momentos ou numa vida, mas sempre com olhos de ver e admitir o que poderia ser feito melhor… e se à nossa frente alguém atento nos der ouvidos… um pedido sincero de perdão é mais forte que todas as confissões…

    A culpa não existe… Deus me perdoe…

  • TUDO DIFERENTE…

    Se tivesse tempo de recuar no tempo… os dias seriam diferentes…

    No barco da esperança seguiria a rota dos destemidos… mesmo sem bússola, desnorteado, chegaria lá… para levantar o prémio… merecido ou não mas que é pertença minha….

    Chegado ao bom porto, iria rir às gargalhadas motivadas pela meta atingida… sem ficar sentado à espera do prémio.

    Seria tudo diferente…

  • HOJE SEM

    Hoje sem tempo… sem sol… sem mar que te envolva…

    São miragens á tua volta que ensombram os teus movimentos, ocupam a mente vazia de outros destinos, criando mil razões para enfrentar as lutas.

    Entras na estrada solitária que te leva à multidão… partilhas momentos de nada… bebes recordações escondidas na memória … e passo-a-passo, passa o pouco tempo que tens e o fim que sentes vir, sorrateiro, ao teu encontro…

    A noite de encanto acompanha o teu silêncio… lá longe, não muito, um felino que ladra enviando a sua mensagem na noite… que, ela também, bate numa muralha qualquer escura bem escura de ignorância e sem respeito.

    Hoje sem…

    Photo by Jeremy Bishop on Pexels.com
  • SE…

    Se a besta não tivesse acordado…

    se o sonambulismo tivesse continuado a marcar os dias que se adivinhavam frios nas alturas e delineavam uma apatia de esforço contra tudo e todos por ali… a vida continuaria também a passar por ti…

    se o desespero de momentos tivesse sido ensombrado por outros medos de uma vida sem os sinais do momento… ficarias a torcer por nada… triste!

  • O MAR SEM SAL

    Envolvem-te ainda as ondas do mar… lá em baixo sem pressa para te aturar… em conversas insonsas adias os dias das decisões… baixa a maré… o mar afasta-se!

    Perdes o fio na meada da distância que te prende a parcas ilusões de décadas, sem querer acreditar que o final está próximo… que um mês qualquer de outubro pode ser o último… porque o princípio do fim já era uma vez…

    Mas… é em outubro que as coisas acontecem… é em outubro que se dá vida aos sonhos mais antigos… se atura a noite de outras noites… se parte para outras aventuras…. é o mês de ressurreição e temos de dar graças a Deus por isso…

    Sabe a sal o peixe que partilhas no prato em momento de cumplicidade ao por-do-sol, em intimidades expostas marcam-se os momentos… que ficam silenciados por chuva e nuvens primeiro… e porque se quer que fiquem segundo!

    Arrastar os dias com promessas e ilusões não cabe na história, adiar decisões ainda menos… falta o sal no mar… e há enganos e traições para ignorar…

    Photo by Elianne Dipp on Pexels.com
  • OUTUBRO E OS SONHOS…

    As cores baças do outono trazem batalhas perdidas e medos de outros dias, a perder tempo com derrotas e outros jogos de final desconhecido!

    Perder por um ou por mil no resultado de sonhos que já não são, queimar os dias nas noites escuras e pronto… mas na força de acreditar luta-se cegamente por algo difuso, que alimenta a esperança.

    Caíram outras promessas de outubro, ficou por trás a esperança e outros dilemas certos em dias futuros, em raios de sol que teimavam em cortar o nevoeiro denso do tal outono; apressando ainda mais as decisões.

    Neste cair de folhas à volta ficam por terra as marcas daquelas que alimentam as árvores no regenerar da natureza… função cumprida… leva-as o vento.

    Photo by Klaudia Ekert on Pexels.com
  • SOBRE MARCAS NAS PAREDES

    Cospem escárnio as quatro paredes à tua volta, num mar de tristeza que te envolve… e que tanta esperança foram uma vez, mas voltas sempre…

    Em sonhos refletidos vês, com olhos de ver, as histórias perdidas em algumas emoções que ficaram na memória… gravadas em gemidos às vezes até às cinco da manhã… que te acordavam a ti e a outros certamente!

    Mulheres que passaram pelas mesmas portas… quase sempre com as malas leves… ali perto, a ponte, é só uma passagem para a outra margem… e nada mais… são histórias para esquecer, que se contam porque tem de se

    E, mesmo os constantes barulhos da noite… não são esses que te vão acordar… há outros ruídos que persistem… que te tiram o sono!

    Neste vaivém de ritmo louco parar é desistir e não há reverso…

    Photo by Rodrigo Souza on Pexels.com
  • AS DERROTAS..

    De derrotas em derrotas arrastas o monstro, caminho acima, a puxar-te para o abismo… em cenários de dor, o perder está presente diariamente.

    Numa vida de rituais quebra-se o brilho nos sentimentos mais profundos!

    Perde-se por um perde-se por mil… perde-se o que se queria… o maior anseio de uma vida… de um dia para o outro… sem mais que isso… sem razões, sem justificações e sem necessidade delas também… seca o mar sem água…

    Fecha-se a porta e já era… a derrota!

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