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O FioDaNavalha

  • MOMENTOS DE INÉRCIA

    Na inércia e outros momentos de apatia com a realidade que te rodeia adias nos dias que passam, cortes fatais e outros momentos que ninguém deseja.

    O calendário de projetos de vida e marcações de encontros inesquecíveis com o futuro lembra-te que há muito a acontecer pela frente, para realizar no momento, mesmo em dias como hoje em que a força de controlar o inadiável se esfumeie em sopros no corpo.

    E a farsa conhecida de que amanhã pode ser tarde deixa tudo a perder, mesmo as histórias mais prometedoras de reencontros são envolvidas pela nuvem do medo que tomou conta dos teus dias… do teu ser.

    No jogo do adia não há vencedores nem derrotados, choram-se ambos os momentos quando acontecem… faz-se por acontecer… esquece-se o mundo à volta… aquele que ditou o reencontro sem regras… porque essas são para os outros que seguem fielmente o calendário.

    Photo by Pixabay on Pexels.com
  • NÃO ESPERES QUE SEJA TARDE!

    Em noites atentas ficam os desabafos constantes que, no afogo do dia-a-dia se repetem sem parar dias a fio… escrevem-se slogans…sujam-se muros.

    No retiro dos bons entendedores ficam para trás os argumentos mais simples, quase fúteis que normalmente se guardam pela insignificância e que vão passando como os dias.

    Desistir das coisas e de tantos argumentos é também um mau sinal para os próximos e para quem se vai aproximando; quebram-se barreiras em momentos mais presentes para manter a estima na luta.

    Photo by Pixabay on Pexels.com
  • SOBRE PERGUNTAS E RESPOSTAS

    Vão ficando por aí nos corpos, nas paredes do dia-a-dia e noutros muros de lamentações ou não, as perguntas e respostas que ficaram caladas no tempo.

    As perguntas bem, essas foram surgindo com muitos porquês à mistura, mas desvanecidas num mundo que não aceita questões, diluíram-se nos dias! Evitadas no diálogo, as perguntas perderam-se nos calendários das tipografias e noutros feitos por quem procura argumentos.

    As respostas, essas até aparecem sem questões e dilemas pelo meio, no digerir da realidade as respostas formam-se por elas próprias e dão azo a resultados mais ou menos esperados, inquestionáveis… sem necessidade de perguntas.

    É realmente uma realidade diferente e sem cabimento noutro universo de porquês… aceitar a realidade dos dias que nos acompanham é também entrar na luta e ao mesmo responder a perguntas que se dispensam.

    É assim o universo das perguntas e respostas… e dos porquês também…

    Photo by Sebastian Palomino on Pexels.com
  • O SOLDADINHO SEM CHUMBO

    Forte e tenaz, sob um manto de ferro e aço que lhe cobria o corpo, débil apesar de tudo, preparado para o combate iria enfrentar os tais, mais ou menos inimigos que lhe surgiam pela frente.

    Sabia de cor os dogmas de uma guerra sem regras, de batalhas perdidas por outros que foram ficando pelo caminho, de mensagens e outros gritos deixados nas paredes, locais de expressão de acesso fácil quando se esgota a força de gritar.

    Iria soltar as amarras de uma vida… estava tudo predestinado, datas marcadas até, ficou pelo caminho a luta num disfarce de duas palavras que marcam também numa presença constante em noites mal dormidas.

    De armas apontadas, não se sentia forte como devia ser, como era exigido por essas escritas… faltava o chumbo ao soldadinho… um fracasso…

  • NÓS CEGOS…

    e nós cegos… ou talvez não… vemos a banda passar, a cantar de galo, sem a parar... os nós cegos não atam nem desatam ficam ali.

  • A TEIA

    Em teias e outros enredos embrulhamos a nossa vida… a teia de aranha é sinal de armadilha, porque usada pelas próprias para caçar, travando os insetos de que necessitam, é sinal de vida para as próprias e morte para quem se atreve…

    Vista de fora, com olhos de espetador atento, a teia é também sinónimo de prisão…; de ciclo fechado de vida onde a resistência é impossível e lugar ideal para o aborto de todos os sonhos. As teias que nos sufocam a vida estão presentes no dia-a-dia, em manhãs de orvalho e luz do sol irrequieta e nós os insetos, vítimas fáceis à mão de caçar… 

    A teia de aranha cicatriza as feridas rapidamente… algo desconhecido por muita gente… colocada na ferida aberta… ajuda a cicatrizar, a sarar a ferida… confunde-me entre armadilhas e mensagens perdidas é uma perfeição da natureza onde afinal tudo é perfeito mesmo… e funciona até chegarmos nós com a ferida aberta em sangue… a teia vai sarar… 

    A natureza fez tudo perfeito, fomos nós que alterámos o rumo das coisas, usamos e abusamos da teia para travar os nossos sonhos… ou é bem feita e as fotos documentam essa perfeição… ou um martírio de dor e pena sem palavras neste espaço.

    Envoltos em teias sufocantes e num esforço fantástico para sair delas, perdemos o tempo, esgotamos o esforço numa situação complicada de lutas, contra nós próprios às vezes… e da perfeição da natureza, não fica muito, não dá para ver… perdida na luta a ALMA não absorve os sinais…

  • DÁ-ME TUDO

    Em lutas inglórias perde-se o tempo… esquece-se o sabor das coisas e das vitórias.

    Em lutas inglórias flui o ego… em batalhas mesquinhas do dia-a-dia.

    Nos dias que correm perde-se o medo também por outras lutas…

    Os dias transforma-se em banalidade…sem pessoas interessantes por perto.

    Photo by Rodrigo Santos on Pexels.com
  • O CIRCO DE FERAS

    Sobre o circo que te envolve há muitos anos… disfarçados num manto de esplendor que te vai abraçando, num ato com tanto de protetor como de dominante, deixaste-te embalar… em malabarismos profundos, intensos, mataste quem te moldou, te fez o que és, o homem e outros seres dentro de ti.

    Em palcos e cenários modestamente preparados foste também o palhaço que faz rir a plateia… às vezes doeu… e resignado baixaste a cabeça pelo preço do bilhete pago pelos espectadores ou talvez de forma consciente e gratuita.

    Na selva do circo deixaste o papel principal para quem te deu as melhores razões… entretido com o show que delicia o mundo á tua volta, aceitaste o facto de seres devorado por feras com nome próprio e outras.

    Esses leões que te afetam… e depois há as sanguessugas…

  • SOBRE MEDOS NO CAMINHO

    É um sentimento estranho de uma angústia que todos conhecemos, que nos limita as ações e decisões, o medo ata-nos as mãos em momentos chave e deixa-nos as pernas a tremer noutros mais fortes ainda; bloqueia até a voz calando gritos que deveriam sair.
     
    Inseguros com as pessoas à nossa volta que propositadamente nos metem medo, incutindo uma insegurança premeditada, ficamos perplexos sem saber como reagir. Quem te mete medo… conhece-te e sabe como te intimidar; mas também há quem goste de viver com ele de forma egoísta… certamente chamando uma mão protetora… tantas histórias por aí…
     
    As pessoas que metem medo são cínicos, arrogantes, ignorantes, fracas de sentimentos… opressoras mesmo, nenhuma pessoa de bem mete medo… mas há vidas feitas de medos.
     
    Por medo do que se possa pensar não partilhamos os nossos sentimentos com ninguém, calados engolimos as mágoas e as dores; e num teatro de encenação fácil, vamos escondendo por tempo interminável, os medos que nos ocupam a alma.
     
    Calar-se por medo… não fazer por medo… não ir por medo… a palavra “não” é também a confirmação das limitações provocadas pelo medo… que não te deixa fazer… não deixa acontecer… nem um olhar à tua volta é conseguido sem medo!
     
    Propositadamente a abusar da palavra “MEDO” nesta reflexão, marcando o sinal da presença abusiva da mesma na nossa vida; veja-se a história do soldado sem medo, porquê sem medo, quando um soldado nunca se assusta; deve defender os oprimidos.
     
    A opressão é usada para causar medo, a submissão fruto do mesmo.

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