É obra saber relacionar a tensão provocada pelas exigências de uma vida diária sem perdão, onde a cada segundo há a necessidade de provar algo e o relaxar de um tempo livre adquirido nas pausas dessa mesma labuta.

O cansaço que se revela nessas alturas pode sufocar sobre a forma de frustração, toda a felicidade sentida; e é aí que a pessoa inteligente, sabida, tem que se impor colocando o sorriso e outros valores que o trazem com ele, acima da vulgaridade do dia-a-dia.

Certo que não passa despercebida essa forma de estar e ser, certo que a positividade na vida dá lugar à tal distância dos problemas que se quer… estão presentes, mas pouco notados porque não fazem falta nenhuma.

As pessoas felizes fazem a espargata entre o querer e a capacidade de fazer, têm limites que faltam por vezes aos olhos dos outros… gozam com a vida e fazem por ela… levam o dia-a-dia com um sorriso.

Esse mesmo sorriso fruto da expressão positiva do corpo e espírito alimenta também a criatividade e irradia nas pessoas à volta, com quem partilha as suas coisas e se não perceberem a mensagem da alma é por culpa própria.

A tentação sempre presente é de desvios e devaneios, evitar as lutas, os confrontos, passar ao lado de problemas maiores, esquivar-se às dores da alma, num contorno veloz evitar o confronto mesmo com um sorriso às vezes.

O limite da felicidade está em cada pessoa, e só a própria pessoa sabe o que e quanto necessita para ser feliz, não há medida, mas certo é que as pessoas felizes vivem mais tempo…
