A FONTE SECA…

Rita esperava pela água… ansiava por regar as plantas no jardim tinha a fonte ali ao lado, a dois metros de casa e nada… nem uma gota!

Eram tempos de seca, um verão quente anormal, sem chuva, meses e meses sem molhar a terra; algumas das plantas mais queridas já tinham morrido, murchado, baixado a cabeça… resignadas se fossem humanas… a falta de água traçou-lhes o destino.

Outras mais espinhosas, pontiagudas por alguma razão, pareciam ficar mais fortes ainda e lá iam resistindo à anomalia dos dias… ganhavam o terreno das outras, mais fracas que ficavam pelo caminho… numa conquista de espaço sem igual… e inexplicável nos jardins da esquina, noutros tempos da água em abundância.

Nesses dias, semanas, meses de luta da natureza, Rita foi apreciando e tomando noção da mudança no seu jardim… plantas fracas eram fortes, plantas lindas tinham murchado… habituou-se ao novo cenário… no café da manhã…

Um dia choveu, os tempos tornaram-se normais, mesmo com algumas tempestades pelo meio… a chuva voltou… as plantas mais fracas, fruto de umas sementes perdidas voltaram e sem espaço para se mexer… Rita perdeu-se no jardim…


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