Sobre o circo que te envolve há muitos anos… disfarçados num manto de esplendor que te vai abraçando, num ato com tanto de protetor como de dominante, deixaste-te embalar… em malabarismos profundos, intensos, mataste quem te moldou, te fez o que és, o homem e outros seres dentro de ti.
Em palcos e cenários modestamente preparados foste também o palhaço que faz rir a plateia… às vezes doeu… e resignado baixaste a cabeça pelo preço do bilhete pago pelos espectadores ou talvez de forma consciente e gratuita.
Na selva do circo deixaste o papel principal para quem te deu as melhores razões… entretido com o show que delicia o mundo á tua volta, aceitaste o facto de seres devorado por feras com nome próprio e outras.
Esses leões que te afetam… e depois há as sanguessugas…
