O MAR SEM SAL

Envolvem-te ainda as ondas do mar… lá em baixo sem pressa para te aturar… em conversas insonsas adias os dias das decisões… baixa a maré… o mar afasta-se!

Perdes o fio na meada da distância que te prende a parcas ilusões de décadas, sem querer acreditar que o final está próximo… que um mês qualquer de outubro pode ser o último… porque o princípio do fim já era uma vez…

Mas… é em outubro que as coisas acontecem… é em outubro que se dá vida aos sonhos mais antigos… se atura a noite de outras noites… se parte para outras aventuras…. é o mês de ressurreição e temos de dar graças a Deus por isso…

Sabe a sal o peixe que partilhas no prato em momento de cumplicidade ao por-do-sol, em intimidades expostas marcam-se os momentos… que ficam silenciados por chuva e nuvens primeiro… e porque se quer que fiquem segundo!

Arrastar os dias com promessas e ilusões não cabe na história, adiar decisões ainda menos… falta o sal no mar… e há enganos e traições para ignorar…

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